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terça-feira, 7 de abril de 2015

Bays, cradles, balustrades, swings, beaches and tides / Baías, berços, balaustradas, balanços, praias e marés

Walking around my city, seeing the "bays" on every beach - at the fishermen beach, at the Paciência Beach, at the Buracão Beach, in Rio Vermelho neighborhood, at the Porto da Barra beach - all concave, rounded, cozy, welcoming, inviting as cradles; watching the boats and their swing on the gentle tide of this protected sea, it suddenly became so obvious and made so much sense that the Flymoon® was born here. "Of course!", I suddenly thought. It had to be a Bahian invention, it had to be with the Bahia sea swing, it had to be cozy, colorful and unstable as the city of Salvador.
It goes to the world, connects with the poetry of the moon and takes off the floor. However, it has roots.


Foto: Isbela Trigo. Porto da Barra, Salvador.

Foto: Isbela Trigo. Porto da Barra, Salvador.


Foto: Isbela Trigo. Porto da Barra, Salvador.
Foto: Isbela Trigo. Porto da Barra, Salvador.
Andando pela minha cidade, vendo as "baías" em cada praia - na praia dos pescadores, na praia da paciência, na praia do Buracão, no Rio Vermelho, na praia do Porto da Barra -, todas côncavas, arredondadas, acolhedoras, aconchegantes, convidativas como berços; vendo os barquinhos e seu balanço na maré suave deste mar protegido, de repente ficou tão óbvio e fez tanto sentido que a Flymoon® tenha nascido aqui. "É claro!", eu pensei de repente. Tinha que ser uma invenção baiana, tinha que ser com balanço de mar da Bahia, tinha que ser aconchegante, colorida e instável como a cidade de Salvador. 

Vai para o mundo, conecta com a poesia da lua e tira o chão. No entanto, tem raízes.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

The Poetic Dimension of technique, or: the road is built on the walk / A Dimensão Poética da técnica, ou: o caminho se constrói no caminhar

In the popular imagination, the meaning of the word 'technique' is associated with rigid, pre-set procedures, with known objectives, near to a scientific understanding, which would require objectivity, impartiality, accuracy and reproducibility. Looking from this angle, the meaning of 'technique' is detached from its Poetics Dimension.
Reinstate the Poetics Dimension to the sense of the word 'technique' is important to me because it lowers the mystery around the ability to make art, to choreograph, or to create, even if the creation belongs to a repertoire of movements for non-artistic purposes. Every creative act is linked to ways of doing, it generates a 'modus operandi', it creates paths that can be learned. It's the result of study, research and work. It's technical development. 
The creative process of movement is done through the poetic demands, generating questions, from which bodily responses (techniques) are built. They produce what we see as an artistic result. These techniques are the result of non-predictable poetic demand and non-existent prior to the creative process experience. The path is built with the walk itself. In such cases, it is evident the technical-poetic, art-technical indissociation. It's like playing. On or off stage, with private or public applications, in any case: playing is necessary!











No senso comum, o sentido da palavra técnica é associado a procedimentos rígidos, pré-estabelecidos, com objetivos conhecidos, com significado próximo de um entendimento cientificista, que pressupõe objetividade, imparcialidade, exatidão e replicabilidade. Olhando por esse prisma, o sentido de 'técnica' está desprovido da sua Dimensão Poética.
Reintegrar a Dimensão Poética ao sentido da palavra técnica é importante para mim, porque diminui o mistério sobre a capacidade de fazer arte, de coreografar, ou de criar, mesmo que a criação seja de um repertório de movimentos para finalidades não-artísticas. Todo ato criativo está vinculado a maneiras de fazer, gera 'modus operandi', cria caminhos que podem ser aprendidos. É fruto de estudo, pesquisa e trabalho. É desenvolvimento técnico.
O processo criativo no movimento é feito através das demandas poéticas, que geram perguntas, a partir das quais são construídas respostas corporais (técnicas), que produzem o que vemos como resultado artístico. Essas técnicas são fruto da demanda poética não-previsíveis e não-existentes antes da vivência do processo criativo. O caminho se constrói com o próprio caminhar. Nesses casos, fica evidente a indissociação técnica-poética, arte-técnica. É como brincar. Em cena ou fora dela, com aplicações íntimas ou públicas, em qualquer hipótese: brincar é preciso!